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O lápis que vê

O lápis que vê

17 de Outubro, 2017

Sobre os incêndios e não só

Ana Isabel Sampaio

Quando as tragédias acontecem, todos vêm reclamar para as redes socias, durante o dia-a-dia é que pouco se faz, mas é no dia-a-dia que podemos fazer efetivamente a diferença (até porque a memória infelizmente é curta…). Quando em pleno século XXI ainda há quem acredite que a terra não é redonda, que dizer do aquecimento global (30 graus em outubro, não é de todo normal). A verdade é que todos somos um bocadinho culpados.Quando sai para público que uma empresa como a Nestlé usa trabalho escravo infantil e, no entanto, as vendas não caem e se continua a mandar fotos para o bebé Nestlé, algo está seriamente errado com as nossas ações. O que é que isto tem a ver com os incêndios, perguntam? Tudo. No sentido em que a grande maioria das pessoas vive em piloto automático sem realmente pensar que são as ações diárias e constantes que fazem a diferença positiva no que está à volta. Eu sei que sou chata com a história do consumo consciente, mas é uma das formas mais fáceis e rápidas e poderosas de contribuir (ok, admito que nos primeiros tempos dá um certo trabalho ter de perceber a dinâmica, mas depois, é super fácil e normal).- Ter um consumo consciente, por exemplo, no consumo de carne e de roupa (que são duas das industrias mais poluentes), ter atenção à quantidade de embalagens dos produtos- Andar menos de carro e mais a pé e de transportes públicos- Parar de deitar lixo e afins para a rua (é para dar emprego aos varredores – por favor, parem de dizer isso mundo e a civilização agradecem)- Separar o lixo e reutilizar coisas (sejam criativos)- Aprender a manter a calma em situações de tensão- Usufruam mais da Natureza, com respeito, consideração e consciência. Quanto mais nos aproximamos da natureza, mais vontade de cuidar dela temos.-… se alguém se lembrar de mais, acrescentem….Quanto à manifestação, irei quando for a favor da natureza, da consciencialização da prevenção. Não particípio em nada que seja contra o que quer que seja, prefiro juntar-me a favor das coisas. O poder da união é grande e deve ser dirigido.

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