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O lápis que vê

O lápis que vê

Que diferença faz afinal?

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No Parlamento Europeu, essa instituição tão longínqua e que nem deve servir para nada, votou-se, na passada quinta-feira, a moção para busca e salvamento de vidas humanas no Mediterrâneo. Chumbou. A maioria votou não. Sim, o salvamento de seres humanos que fogem de horrores é praticamente proibido e as intuições que prestam auxílio podem ser criminalizadas – por ajudar a salvar seres humanos (nunca é demais relembrar).

Não consigo ter palavras.

Quatro deputados com CDS votaram contra o salvamento. Quatro. Dois bastariam para fazer a diferença. Mas não. Um partido que se diz pró-vida, católico… que me lembre da catequese, não foi bem isto que aprendi, devo ter aprendido errado, só pode.

Juro que me apetece chorar.

Da próxima vez que forem votar, pensem muito bem. Pensem no peso que podem carregar. O voto é muito mais que uma cruz num papel. Neste caso, são cruzes em sepulturas de quem só procura um pouco de dignidade.

 

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