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O lápis que vê

O lápis que vê

18 de Fevereiro, 2018

Pensamento aleatório despregado #5

Ana Isabel Sampaio

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Ao ver o documentário Um dia na Terra, a dada altura dou por mim em estado de ansiedade a dizer corre bebé, para uma iguana bebé, acabadinha de nascer cujo primeiro desafio é correr de uma série de cobras. A iguana safou-se, mas depois pensei que estava a ser tremendamente injusta para as cobras que também precisavam de comer e que, no momento do nascimento das iguanas, tinham a sua oportunidade anual (sim, durante um ano, essa era a sua grande oportunidade).

Encetei numa breve dissertação sobre a abundância da Mãe Natureza e de como, mesmo parecendo injusto aos nossos olhos, tudo tem um grande plano (que muitas vezes nos escapa, porque nos focamos no pouco que conseguimos ver) e como algumas dessas iguanas nascem só para poder alimentar a cadeia. Por sua vez as cobras (coitadas, tão injustiçadas) também têm o seu grande papel neste grande todo.

Bem, vou continuar a ver. Agora estou a torcer por uma zebra que tem de atravessar um rio muito agitado. Este documentário tem mais suspense que um filme do Hitchcock.