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O lápis que vê

O lápis que vê

04 de Janeiro, 2020

Pensamento aleatório despregado #46

Ana Isabel Sampaio

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Metade das guerras do mundo tem a mão dos EUA, todos o sabem. Se o seu presidente fosse presidente de um qualquer outro país, o mundo, os próprios Estados Unidos já tinham metido o bedelho com a indignação. Todos nós sabemos que o que eles fazem não é classificado como terrorismo porque são eles.

Todos nós sabemos que os conflitos interessam a um pequeno grupo de pessoas.

A questão é o mundo vai continuar impávido e sereno enquanto são feitas coisas que põem em causa a segurança, a justiça e a paz de todos?

Aí, mas não podemos fazer nada…

Podemos sim, podemos olhar para o nosso dia a dia.

Podemos ter uma vida mais consciente.

Podemos perceber de uma vez por todas que a política não é uma coisa que acontece uns domingos de vez em quando, em que nos chateiam para ir votar. É algo que influência todo o nosso dia-a-dia, toda a sociedade e, consequentemente, o mundo.

Para nós é difícil perceber porque é que outras pessoas fazem o que fazem e se comportam como se comportam. Temos dificuldade de nos pôr no lugar do outro e isso faz com que se perpetue a falta de entendimento. Queremos impor a nossa razão aos outros sem perceber o que os move. Atenção que isto não é validar comportamentos, é simplesmente perceber. Cícero dizia que temos de pensar os pensamentos deles, perceber os sentimentos que os movem e falar as suas palavras.

As questões têm de ser analisadas a fundo, não de uma forma indignada e superficial. Mas com estrutura, de uma forma concreta e informada. É preciso começar a usar a inteligência, mas não só, é preciso sentir também. Porque as questões da vida não são só um conjunto de estratégias. As pessoas sofrem. É preciso empatia, perceber que as notícias de guerra implicam pessoas reais e não apenas imagens num ecrã. Parar para pensar: e se isto estivesse a acontecer aqui, gostaria da indiferença do mundo?