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O lápis que vê

O lápis que vê

27 de Julho, 2019

O perigo de sermos nós próprios...

Ana Isabel Sampaio

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Uma das feridas mais profundas que se pode ter é ser rejeitado por ser quem se é. Então começa a o uso de máscaras, condicionamentos, bloqueios, os "e ses..." e começamos a ensaiar a vida... o que se vamos dizer, como vamos dizer, questionamos se a virgula está no sitio certo naquela mensagem que enviamos...

Na verdade, o erro não está em se ser nós próprios, está em reconhecer validação no exterior (sei que isto é mais fácil dito do que feito, especialmente quando estamos a falar de pessoas de quem gostamos). É preciso não só, aceitarmos-nos independentemente das circunstâncias, mas também ter muito cuidado com o que nos sai pela boca, mesmo sem querer, mesmo em brincadeira... porque na verdade, nós sabemos muito pouco do mundo interior dos outros. Algo que pode parecer pequeno para nós, pode ser uma montanha que o outro está a tentar subir... e que necessidade há de aumentar à escalada?

Ter em mente que podes ser a pessoa mais maravilhosa do mundo e ainda assim não ser sempre tratado de acordo com a tua energia, não ser sempre tratado como tratarias os outros, não ser sempre tratado com justiça. E ainda assim, continuar a vida com serviço e significado, na certeza que estás a ser a mais alta expressão de ti próprio.

Martin Luther King disse: nem toda a gente pode ser famosa, mas toda a gente pode ser grandiosa. O sucesso não é ser sucesso para o mundo, é ser sucesso para nós próprios, que o resto vem como consequência.