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O lápis que vê

O lápis que vê

16 de Maio, 2020

How did I get here with my heart only half open?

Ana Isabel Sampaio

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Como cheguei até aqui só com o coração entreaberto?

Foi abrindo aos poucos, não muito… nem muita gente, nem luz (se bem que luz parece um exagero)… mas gente… sim… sempre à distância certa. Sei sempre quando me sinto transbordada de Amor. Fico avassalada. O meu coração não cabe, é maior que tudo.

Sei sempre quando estou resistente às pessoas. Critico, resisto ao seu riso, à sua forma de ser e estar. Que mesquinhice. Só porque tenho mede de encarar o coração. Ou tinha. Ou tenho. Será que me lembro-me dos olhares onde vi Amor? Sei porque prefiro o platónico… não tenho de deixar entrar… mais fácil assim.

Percebo alguma libertação aconteceu e tenho medo. Não quero, mas lembro-me quando foi com ele, como não quis ver e deixar ir. Não quero cometer o mesmo erro, mas ao mesmo tempo não quero contentar. É possível? Tudo é possível (essa frase feita e irritante).

Onde fica a fronteira de contentar e chegar ao supostamente impossível, mas que é, para mim, o único caminho.