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O lápis que vê

O lápis que vê

Espelhos - parte I

Tinha-se desleixado. Tinha-se desleixado mesmo muito. Nesse dia a sua imagem caíra no seu estomago como um murro. Um frio lancinou gélido pelo seu coração e sentiu vergonha. Sentiu muita vergonha.

Não percebi como tinha acontecido. Nem percebia que tinha acontecido. Encolheu-se e desejou que aquele momento passasse, se acabasse já, seria, ainda assim, tempo demais. Os sons pareciam distantes e a sua cabeça estava enovoada, aqueles sintomas de quem sabe que vai desmaiar a qualquer momento. Só que não ia desmaiar.

Memórias de risos e de um sol quente voltavam angustiantes. Tudo, absolutamente tudo. Tinha caído em si, todo aquele tempo tinha caído em si de repente. Sinta todo o corpo a doer.

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