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O lápis que vê

O lápis que vê

10 de Outubro, 2019

E isto das relações??!

Ana Isabel Sampaio

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O romance faz parte do imaginário coletivo. Serve de cenário a grandes histórias que servem para povoar livros, filmes, anúncios…

Muito se tem questionado se o romance está morto… Que caminho levam as relações neste mundo cada vez mais virtual, onde o facilitismo e a desresponsabilização é crescente.

Na minha perspetiva e também pelo que vou lendo e observando, existem dois grandes tipos de relações: uma onde as pessoas buscam o conforto e a segurança e outra onde as pessoas procuram a expansão, que nem sempre é confortável, mas que permite o continuo melhoramento, não só das pessoas, mas dos seus sonhos, projetos e desejos. Há vantagens e desvantagens nas duas, se bem que nem todas servem para toda a gente e até podem ser perfeitas para diferentes fases da vida.

Na primeira o espaço de crescimento é limitado, a relação vai-se manter mais ou menos igual ao longo do tempo e as questões manter-se-ão em ciclos. É uma relação confortável, onde os desafios são limitados, é pautada por uma certa calma. Há tendência a uma das pessoas poder limitar-se mais para acomodar as coisas e pôr um pouco mais de esforço embora não pareça. É uma espécie de habitat onde cada pessoa vai buscar conforto e segurança.

Na segunda, cada pessoa envolvida está comprometida com o seu crescimento e os seus projetos. A relação vai evoluindo à medida que cada pessoa também muda e cresce. Ambas alimentam os sonhos e projetos um do outro. Os desafios são maiores pois os parceiros servem de gatilho para questões mal resolvidas dentro do outro, situações que precisam de ser adereçadas caso contrário podem pôr em risco a relação. A autoconsciência e a comunicação têm de ser uma constante. É uma simbiose onde a cumplicidade e confiança crescem, pois só assim pode haver a vulnerabilidade de cada um ser quem é e se expor de forma segura, sem perigo de julgamento ou abandono.

Cada relação é claro única e tentar classificar é até parvo e limitativo. Acho que as relações têm de ser espaços de Amor e expansão, conforto e cumplicidade. No fundo, o melhor dos dois tipos, o potencial depois é que varia.

Não há fórmulas, nem certos ou errados.

Deixo o link para um video que fala disto um pouco mais se estiverem interessados em ouvir mais sobre o assunto.

https://www.youtube.com/watch?v=DT2oSa-2gOc 

2 comentários

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