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O lápis que vê

O lápis que vê

10 de Fevereiro, 2018

E agora, vamos falar de sexo!?

Ana Isabel Sampaio

Da série: afinal isto é que é o progresso? 😊  Falando um pouco mais a sério, tenho sérias dúvidas (e fortes certezas 😊) que a carência sexual também não é suprimida, porque uma não é independente da outra. Isto porque se está a falar do sexo do ponto de vista egoico que a nossa sociedade (já que a nossa forma de estar social lhe retirou a sua vertente sagrada, e quando digo sagrada, nada tem a ver com religião como devem imaginar, o kamasutra é um livro sagrado e nada tem de puritano ou preconceituoso).

“Quando esse intercâmbio não é espiritualizado… os dois indivíduos podem sentir prazer físico, mas adquirem também os padrões cármicos um do outro sem o beneficio de um Amor espiritualmente transmutador. Isto pode explicar frequentes crises de identidade sofidas por aqueles que têm relações intimas numa base ocasional; adquirem tantas identidades cármicas, neutralizando, de facto a sua própria, que já não sabem quem são.”*

A sexualidade vai muito além da troca física e é um tema que tem de ser tratado de forma aberta, com respeito e reverência, mas sem tabus. O que muitas vezes me apercebo, porque tenho a sorte de lidar com muitas pessoas, é que é muito fácil dizer uma piada sexual, fazer comentários óbvios e cair em lugares comuns, mas assim que se fala abertamente (quando digo falar abertamente é discutir o tema como deve ser, não falar da vida privada, há coisas que só dizem respeito a nós mesmos e a quem de direito 😊 há coisas sagradas) chamando as coisas pelos nomes começam os risinhos e as reações encabuladas de uma sociedade que está habituada a objetificar o sexo, mas que possivelmente não consegue viver uma sexualidade plena, porque isso implica confiança em si e no parceiro, auto-conhecimento e um reconhecimento de que a gratificação momentânea não é sinonimo de liberdade sexual (e nem sequer de um verdadeiro prazer físico intenso).

Somos seres físicos, mentais, emocionais e espirituais, tudo tem de ser considerado.

 *Elisabeth Clare Prophet - Almas afins e Chamas Gémeas

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