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O lápis que vê

O lápis que vê

As circunstâncias e as pessoas

As circunstâncias não fazem as pessoas, apenas as revelam. 

Embora a nossa tendência dramática nos leve logo para coisas "más" (e vamos convir, vai ser o foco deste texto, por isso a vossa tedência estava certa), mas também costuma ter reviravoltas positivas.

Quando alguém nos surpreende (ou vai surpreendendo) com uma atitude que choca, diferente do que estariamos à espera, quer seja por questões de valores diferentes, por ser sui generis, por estar fora do enquandrameto que esperamos de determinada pessoa, há, muitas vezes, a tendência para arranjar desculpas para o que aconteceu (por norma, quando são pessoas de quem gostamos muito). 

O não julgamento é algo que não sabemos usar. Julgamos e vamos julgando ao longo do nosso dia tudo e todos. Normalmente fazemo-lo com base nos estereótipos que fomos criando e que nos vão ajudando a catalogar e organizar o mundo. Quando as emoções entram à mistura, tendemos a perder a capacidade de discernir e de estar presente. Como a nossa realidade (ou nossa criação de realidade) foi ameaçada, arranjamos desculpas para comportamentos que (em alguns casos, mais fortemente que outros) não devemos tolerar. Não porque sejam certos ou errados, mas porque simplesmente não são o que queremos para nós. E para quê aceitar ou tolerar, ou contentarmo-nos com menos do que queremos?