Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O lápis que vê

O lápis que vê

03 de Março, 2018

A porta é serventia da casa!?!!

Ana Isabel Sampaio

Quando as pessoas não mostram interesse em ficar na nossa vida, o mais sensato é deixa-las ir. Do sensato a ser fácil, vai uma grande distância. A verdade é que é uma violência para as duas partes esse insistir vão.

Ao contrário do que se pensa muitas vezes, essa insistência não vem de um lugar de Amor, mas de um lugar de co-dependência e expectativas. Deixar ir não quer de todo dizer que se deixou de amar. O facto é que o Amor liberta. Trata-se de uma questão de respeito para consigo mesmo e para com o outro que não quer ou não pode, naquele momento, estar presente na nossa vida (quer isso seja uma situação permanente ou temporária). É necessário então, trabalhar todas as questões que surgem dessa situação, os outros muitas vezes só nos espelham aquilo que precisamos de transcender e curar.

Os padrões de co-dependência manifestam-se em quase todas as relações, porque foi o que nos foi ensinado, foi o que tem vindo a ser perpetuado e não são compatíveis com relações de Amor incondicional em que cada parte potencia o melhor de si, em si e no outro. Para chegar a este estágio é necessário alguma cura de situações passadas e padrões que fomos adquirindo. O melhor que podemos fazer por nós e pelos nossos relacionamentos é tornarmo-nos autoconscientes e autoresponsáveis. Fazer escolhas a aprtir de um lugar de Amor, segurança e conexão. A autoconsciência e responsabilidade abrem as possibilidades da verdadeira comunicação e ação.

Este texto é uma espécie de introdução aos próximos: a nossa herança genética (física, emocional e padrões familiares e como podemos quebra-los), o tão falado desapego e porque é um conceito tão mal entendido e os novos tipos de relacionamento.

transferir

Embora possa sempre ser associado a relacionamentos amorosos, e são de facto onde mais se manifestam estas coisas (embora na relação entre pais e filhos, também seja muito frequente), tudo isto se aplica a todo o tipo de relações.A vida e as relações são um campo maravilhoso de experiências, embora nem sempre assim pareça. Se conseguirmos extrair o melhor de cada situação, que pode muitas vezes ser só a dita lição ou perceber aquilo de que somos feitos, ou até algo às vezes tão desvalorizado mas tão importante como sobreviver.