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O lápis que vê

O lápis que vê

23 de Novembro, 2017

A ideia da autoestima...

Ana Isabel Sampaio

Há uma ideia, ou moda, ou não sei bem o que lhe chamar, que corre por aí e que, a meu ver, é algo prejudicial e suscetível a muitos mal-entendidos. Essa ideia é que só somos dignos de Amor se tivermos autoestima no seu melhor. Decidi falar disto, porque eu própria caí nessa falsa permissa.Não é verdade, toda a gente, só pelo facto de existir é digna de Amor. A busca da autoestima e do amor e valor próprio já é um trabalho duro, para a vida inteira, que tem de se estar a monitorizar e melhorar sempre. Não precisamos de disseminar a falsa ideia de que só depois de termos uma auto estima elevada então todas as outras pessoas nos vão amar. O que acontece muitas vezes, quando temos uma autoestima baixa, é que atraímos para o nosso campo vibratório pessoas que nos mostram uma ideia errada de Amor e que de alguma forma nos fazem achar que não o merecemos, validando essa ideia errada que temos de nós próprios. E quando alguém nos mostra Amor verdadeiro, inconscientemente ou até de forma muito consciente, achamos que não o merecemos, ou nem o sabemos reconhecer.Como disse, a conquista da autoestima já é de si um trabalho duro, subtil e intenso, que ninguém pode fazer por ninguém, não difundamos a ideia que só depois dessa conquista se é digno de coisas boas.

Isto é em jeito de desabafo, porque estou um bocado farta de ver pessoas a sofrer com esta falsa noção, e mais haveria para dizer sobre o assunto, não porque essa afirmação não venha de um sítio verdadeiro, mas porque não pode ser dita sem contexto, especialmente em contexto de terapia.

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