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O lápis que vê

O lápis que vê

01 de Janeiro, 2019

Pensamento aleatório despregado #23

Ana Isabel Sampaio

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Não era assim que queria começar o ano, mas vai ter de ser. Somos oficialmente um país parolo. Muitos dirão que não é novidade, de facto não é. Mas a coisa está a tomar uma proporção de oficialização.

Quando é que eu percebi isto? Quando anteontem, por duas vezes, a passar por uma televisão ligada (e foi mesmo de passar, porque se me demorasse, nem quero imaginar...) ouvi:

  • Um jornalista a dizer final four da Taça de Portugal
  • Num programa da tarde, estava um miúdo a cantar uma música cuja letra é qualquer coisa sobre tocar o bicho (e esta dava pano para mangas, sem falar que roça o criminoso ali algures).
  • A missa a passar em dois canais
  • Circo com animais
  • Um tentativa foleira de fazer uma dança burlesca num programa de dança (foi redundância, mas teve de ser) com uma roupa mais pirosa, que nem no pérola negra nos seus tempos áureos se deve ter visto coisa tão rasca.

Entre outras coisas que foram sendo publicadas pelo facebook e instagram, que se foram ouvindo nas reportagem e ao vivo.

É bem verdade que gosto não se discute e que não gostamos todos do mesmo, graças a Deus, senão o  mundo era uma seca, mas também não vale a pena descer tanto a fasquia. As pessoas subestimam-se a si próprias ao alimentarem-se de tão más coisas. Limitam as suas próprias capacidades ao  reduzirem-se a assistir, a compactuar com este tipo de coisas.

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